sábado, 16 de dezembro de 2017

Primeiro Encontro

Não sei nem como iniciar esse texto, porém preciso escrever para desabafar. Definitivamente, essa busca por um amor anda me fazendo perder o maior amor que eu deveria sentir, o próprio. Bom, comecei a me arrumar mais ou menos umas duas horas antes. Eu queria estar linda para te conhecer. Me olhava no espelho com tanta maquiagem, cabelo com babyliss e ainda assim não estava achando o suficiente. Mas tudo bem, por mais que eu não estivesse conseguindo me ver com bons olhos, lá fomos rumo ao encontro. Chegando ao local, fui correndo para o banheiro. A paranoia comigo mesma ainda continuava. No banheiro, recebo uma mensagem sua. "Cheguei e estou na porta do Paris 6 te esperando". Fui. Aproveitando que você estava entretido com o celular, te reparei dos pés à cabeça. Nossa. Como você aparentava mais alto pelas fotos. Sem problemas, você ainda continuava fazendo meu estilo. Eu toda sem graça, você mais ainda. Sentamos. Não foi você quem iniciou a conversa. Foi eu. Conversas de trabalho vão e vem. Desculpa, eu não sabia o que falar e acho que você também não. Em um momento da conversa, relembrei de uma fala sua. "Quando sairmos, canto um pedaço de uma música que esteja tocando no ambiente". Porém mesmo diante de tantos pedidos, você acabou não cedendo e infelizmente não pude te ouvir. Parece bobagem, mas eu realmente queria que você cantasse. Sei que é difícil para você. Mas eu queria ser a pessoa onde você teria liberdade para fazer algo em que normalmente não faz. É, não rolou. Mudamos de assunto, na verdade você mudou. As vezes você me olhava com uma cara fofa, um olhar meio bobo (pode ser algo da minha cabeça). Mas a cada olhar desses, eu tinha uma vontade imensa de te abraçar. Pensando agora, não sei o porquê de não ter feito isso. Entretanto, ao mesmo tempo que você fazia essa cara meio boba, eu não estava conseguindo sentir uma conexão. Faltava algo ali, talvez química? Não sei. Em momentos inoportunos o seu celular parecia mais interessante ou o silêncio preenchia mais. Ficava incomodada quando isso acontecia, porém não sabia o que fazer e nisso me veio um sentimento de "mais uma pessoa para entrar na lista dos que desistiram de mim ao me conhecer melhor". Por fim, eu te convidei para andar comigo um pouco pelo shopping, você olhou para mim, ignorou meu convite e chamou o Cabify. Quando aguardava seu carro chegar, do fundo do meu coração que eu queria te tocar. Você não deu nenhuma abertura. Não sei se é seu perfil, meio nerd, meio certinho demais ou se é só a falta de interesse mesmo. É, talvez o nosso primeiro encontro não tenha sido dos melhores. Mas espero, mesmo, poder te encontrar em várias outras oportunidades. Mais de um mês conversando todos os dias, não podem ser jogados fora com apenas um encontro mal sucedido. Por favor, não faça isso. Eu te quero por perto, ainda que seja só como amigo.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Fala de uma vez que não está afim

Obrigada. Você fez com que eu me conhecesse bem mais. Eu que nunca achei que correria tanto atrás de alguém, que nunca tive coragem de ser clara com os meus sentimentos, foi através de você que descobri que tenho e muita. A cada tentativa de te conquistar, eu ia descobrindo um lado meu que nunca imaginaria que existisse. A medida que eu tentava alguma coisa, você indo dando passos para trás. E eu, teimosa como sou, te igualei como desafio, o meu objetivo em relação a você já nem era tanto me relacionar, mas te vencer. Ganhar essa batalha ia muito além de te obter como medalha, eu provaria para mim mesma que sou capaz. É ridículo tudo isso, realmente. Libertar aquilo que sinto sempre foi algo complicado demais para mim, então a medida que eu ia me abrindo para você, eu ia avançando no meu auto conhecimento. Porém, não é só isso. Não adianta mentir para mim mesma. Você mexe comigo de uma maneira sem igual, na qual eu não consigo descrever. Então te vencer, era algo que traria além de satisfação pessoal, a sentimental. Eu queria, do fundo do meu coração, olhar através dos seus olhos e conseguir compreender o que passa aí dentro. Não te entender me atormenta. Você não é claro com as palavras, nem com gestos e muito menos com o olhar. O seu olhar me consome na mesma intensidade que você anda me evitando. Joga limpo, por favor. Nem que seja com palavras escrachadas, me manda embora de uma vez então. Eu prefiro. Prefiro porque duvido que até mesmo palavras de baixo calão possam vir a doer tanto quanto a dor dessa indecisão.

domingo, 3 de setembro de 2017

A falta que a coragem faz

Tudo que eu queria te dizer, mas não tenho a menor coragem. Na verdade, você nem merece ouvir. Eu criei uma ilusão na minha cabeça sobre um possível sentimento, menti para mim que você sentia algo e fui atrás desse algo inventado. Como toda mentira, essa máscara uma hora ou outra iria cair. Caiu, na verdade anda caindo. Doeu de descobrir que todo sentimento que eu achei que você sentia, na verdade era mais uma loucura da minha cabeça. Para falar a verdade, ainda tenho esperança que não seja por mais que cada sinal seu indica que é. Não sei se o que eu sinto por você é paixão ou uma sensação de desafio. Eu queria te vencer, afinal a cada etapa onde eu ia me abrindo para você, parecia que eu estava alcançando mais um degrau no meu auto conhecimento. Não achei que eu seria capaz de correr atrás de alguém como eu ando correndo atrás de você. Mas talvez seja paixão, quem sabe. Uma vez me disseram que quando a gente sente um nó no estômago só de ouvir o nome da outra pessoa, isso significa que você está apaixonado. Mas na real, não sei se é. Eu não te conheço bem, se for paixão mesmo, me apaixonei pelo o que eu inventei de você, até porque, você é do tipo de pessoa que não rende muito assunto. Sinal de falta de interesse né?! Só agora eu consegui enxergar isso. Mas ainda assim, não sei se é só um desafio mesmo para mim. Eu sinto algo, não sei o quê, mas eu tenho uma vontade louca de estar com você. Bom, essa vontade até anda me fazendo ser uma trouxa ultimamente. Sim, trouxa. Mas parece que não aprendo, quanto mais você não demonstra interesse, mais te quero. Que desafio grande você é, hein?! Olha, estive conversando com alguns amigos e todo mundo me diz que devo tentar te esquecer e seguir o baile. Mas esqueceram que sou tourina. Teimosia é quase o meu sobrenome. Sei que o certo era ouvir eles, parar de me humilhar por aí e me amar em primeiro lugar. Mas é que você também não colabora para eu te esquecer, ao mesmo tempo que você da um monte de sinal que não está afim, tem sempre aquele que indica um "quem sabe!". De verdade, minha vontade era realmente jogar limpo e te pedir para jogar limpo de uma vez também. Já deu né?! Porém, cadê a coragem?!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Somos escravizados por nós mesmos

Liberdade é utopia. Ouvi essa frase de um amigo e depois fiquei refletindo o quanto ela define o que ando sentindo atualmente. É que a cada dia mais eu acredito que sempre seremos escravos de alguma coisa qualquer. Olho para as pessoas e o reflexo que vejo é uma carência infinita tentando ser suprida por algo que naquele momento nos torna escravo. Seja lá o que for, um relacionamento, uma profissão, uma religião...sei lá! O que sei é em cada momento da nossa vida estaremos dedicando ao extremo em algo. Não que isso seja ruim, mas definitivamente não é bom também.

Basta ir em um bar qualquer, depois de uns bons goles para conhecer pelo um que é ou já foi escravo de relacionamentos. Aquela pessoa que independente de quem tenha aparecido, já quer ter algo a mais. Poxa, vai que eu não encontre mais ninguém! Que atire a primeira pedra quem nunca passou por um momento desses na vida. Ou até mesmo aquele relacionamento que já tem tempos que não anda te fazendo bem mais. Mas poxa, vai que eu não encontre mais ninguém! E não vem me dizer que isso não é escravidão.

Em relação a profissão já perdi as contas da quantidade de pessoas que conheço que não está satisfeita com aquilo que faz. E se alguém ousar em perguntar o porquê da pessoa não tentar algo novo, a resposta possivelmente segue na linha do medo. Poxa, mas e se eu largar essa profissão e a outra não der certo?! Ou até mesmo aquela pessoa que quer crescer tanto na profissão que acaba esquecendo de qualquer outra área da sua vida. Quem é que não conhece alguém assim?! Talvez eu seja até uma delas. E não vem me dizer que isso não é escravidão.

Com religião a situação é ainda mais extrema. Quando algo não está dando certo, são inúmeras as pessoas que tentam se agarrar a uma crença para tentar suprir aquilo que está mais ou menos. Poxa, em algum momento as respostas das minhas orações ei de vir. E não vem me dizer que isso não é escravidão. A verdade é que por mais que nada seja balanceado em nossas vidas, acredito que devemos dosar a atenção que damos para algumas áreas de maneira a não permitir que chegue ao estágio da escravidão.