quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

2018! E projeções 2019

De todos os anos até então, o ano de 2018 eu diria que foi o ano que mais me moveu de lugar. Um ano de muito autoconhecimento, de descobertas e de permissões. Me permiti viver, viver em toda sua intensidade. Chorando, sorrindo, caindo e aprendendo a como se levantar. O ano em que descobri o que seria perder, perder para ganhar, para fortalecer uma pessoa que ainda não havia descoberto o que era amar. Ano em que tive medo, medo de mim, das pessoas, das circunstâncias, medo de enfrentar o novo. E como ouve o novo. Viagens sozinha, amor, falta de amor, primeiras vezes, enfrentamento de família, empregos (3!) e muito mais. Talvez o ano mais pesado até então, mas o ano em que pude comprovar que no fim tudo passa. O ano em que aprendi que eu preciso estar comigo, independente da situação. A melhor companhia, o meu conselho sempre vai ser o meu para mim. 

Pensando no futuro, que 2019 seja de aprofundamento e também de permissões. Se permita viver! Viver em toda sua intensidade. 

Planos:
  • Viajar sozinha e com amigos;
  • Focar na carreira (fazer cursos);
  • Se entregar (dar seu melhor) no trabalho;
  • Tirar a carteira de habilitação;
Desejo:
Estar mais estruturada e com projeções de crescimento no trabalho. Ser reconhecida. 

quarta-feira, 4 de julho de 2018

O poder do tempo

Ôh tempo. Eu questiono tanto o seu poder de tratamento e de desgaste ao longo do tempo. Você consegue ser bom e ruim em igual proporção. Você nos faz pensar, ir analisando dia após dia algo que naquele instante o agir parecia ser mais importante do que o parar e analisar.

Então que você fez o seu trabalho. O que doía, você me fez analisar que no final das contas não deveria doer assim. Tudo é ponto de vista e momento. Naquele fluxo intenso, sentir a dor fazia sentido. Afinal, não aceitar o que aquele instante oferece, é não permitir aprender com ele. Mas depois, com toda a calmaria que você, ó tempo, nos proporciona, a dor foi perdendo o posto para a análise.

É, analisando bem, pra que todo sofrimento?! E com o tempo, o passado também foi vindo a tona e trabalhando duro para entender o que estava acontecendo no presente. Todas as lembranças só fizeram ter a certeza de que aquela dor não era nada comparado ao bem que a causa me fez.

O entendimento foi vindo. Comecei a entender o que passava aqui dentro, que as vezes repercutia fora. O problema não estava do lado de fora, mas bem no interior. Para atingir o que não estava tão bem, o tempo realizou o seu tratamento. Pois é, me fez descobrir que no final das contas não faz sentido prender alguém. Então voa, voa para aproveitar ao máximo o curto período de tempo em que rotulamos como vida.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Relacionamento Aberto

Se não bastasse tantas incertezas que já possuo em relação a vida, você veio para adicionar mais uma. Olho nos seus olhos, reparo em suas atitudes, nas suas palavras e, para falar a verdade, quanto mais observo menos te conheço. Os seus olhos não transcendem o que passa por aí dentro, as suas atitudes só me fazem questionar o que idealizei sobre você e as suas palavras... ah! Essas realmente não são tão claras quando se trata dos seus sentimentos.

Questiono a sua carência. As vezes acho que a minha presença só serve para alimentá-la. Quando não tem ninguém ao lado para te ouvir, cá estou eu a disposição. Questiono o seu carácter. A vontade de te satisfazer não leva em conta os sentimentos de qualquer outro alguém se não o seu. Questiono a sua verdade. Para mim, ter que esclarecer algo só quando não tem como mais disfarçar, não é ser verdadeiro. Questiono, também, os seus sentimentos. Afinal, o que é que você quer comigo?!

Mas olha, não te culpo. A distância é uma das causas de toda a imparcialidade que nossa relação foi obrigada a seguir. Afinal de contas, como seria manter um relacionamento monogâmico, sendo que nem nos ver podemos direito. Tudo bem. Ainda que me doa e que crie um ponto de interrogação em minha mente, eu sei que não tem como ser de outro jeito. É a certeza criada de que nunca vou ter exclusividade.

Eu espero, por enquanto que ainda é difícil para mim te deixar partir de verdade, ter sua companhia em forma de amizade. E eu espero ao menos isso de você também. Eu juro, eu não me abri dessa maneira puramente por algo carnal. E eu acredito que você também não. No meu coração e na minha mente, ainda existe uma esperança de que você ficou até agora, como parceiro, ainda que a tantos quilômetros de distância, por que havia algo envolvido. Mesmo que uma sementinha que talvez não possa ser rotulada como amor.

Diante de tudo que vivi e ainda vivo ao seu lado. Por mais que não tenha sido nem um pouco fácil. Eu nunca te contei sobre isso, mas já me peguei inúmeras vezes tendo que correr ao banheiro só para chorar. E chorar sozinha, por não poder nem ser questionada sobre o que vivo. Eu te quero bem. O bem que eu quero pra mim. O desejo de poder encontrar alguém que traga calmaria suficiente para poder ali parar. E ficar, se entregando por inteiro a um outro alguém.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Afinal, o que é o amor?

Adele - Set Fire to the Rain 

E eu que achei que conhecia o que era o amor. Estava plenamente enganada. Eu nunca achei que esse sentimento, que é dito como tão bonito, poderia doer tanto. Com falta de ar de tanto chorar, eu consigo sentir o que esse sentimento transmite. Uma sensação tão boa, de completude, de intensidade, mas ao mesmo tempo de tanto sofrimento. Olho para os céus e não sei se peço para retirar isso de mim ou se peço para senti-lo cada vez mais. 

Oh, meu amor, você não tem ideia do quanto me faz completa e vazia na mesma proporção. Quando estou perto de você, podendo te sentir, olhar no fundo dos seus olhos, eu sinto meu coração cheio. Cheio de orgulho e me sentindo a pessoa mais sortuda do mundo por ter conhecido alguém que abriu os braços de maneira tão linda para me receber. Mas tão vazia por saber que o que estou vivendo é algo que por sua natureza deve ser efêmero.

Mas olha, do fundo do meu coração, obrigada por tudo. Por cada palavra, cada conselho, cada incentivo, cada beijo, cada abraço, cada olhar, cada toque...cada cuidado. Por pequenos instantes eternos de tempo, você pode me fazer a mulher mais feliz do mundo. Ou pelo menos a minha versão mais feliz até então. 

E ah, não se sinta responsável ou culpado por nada. Você não tem culpa deu ser intensa demais. Você não tem culpa deu ter forjado esse tempo todo uma pessoa que definitivamente eu não sou, imparcial. Você não tem culpa deu nunca ter sentido o que é o amor. 

Eu sei, sei bem que distância não nos permite viver nada além do que vivemos. Que nem só de pequenos encontros trimestrais vive um casal. Então, meu bem, por mais que me doa demais, se permita viver o seu feliz para sempre ao lado de uma outra pessoa. Uma pessoa que vai estar aí pertinho, podendo te sentir, te abraçar no final de tarde e fazer tudo aquilo que você fez por mim. 

Eu quero te ver feliz, por mais que a sua felicidade sacrifique a minha. Mas, pode ter certeza, o seu sorriso vai me fazer bem. Ainda que eu não consiga o ver ao vivo, apenas por fotos. 

E não venha me dizer que devo ser também feliz com outra pessoa. Que devo me abrir para que outras pessoas possam visitar um coração tão cheio de feridas. Eu sei, vou tentar. Eu juro. Só não prometo que será tão rápido, afinal vou contar com a ajuda do tempo para trabalhar duro nessa loucura de sentimentos que anda correndo aqui dentro.

Que esse texto não seja uma despedida. De jeito nenhum. Eu te quero por perto, ainda que o perto seja a tantos quilômetros de distância. Eu quero ser sua confidente e te fazer ser o meu. Ser sua amiga de outro estado. A mineirinha, com um sotaque arretado, que você pode conhecer. 

Vai lá, vou tentar seguir de cá. E mais uma vez, obrigada. Eu te amo, Alvs.